<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443</id><updated>2011-07-31T01:59:03.622-03:00</updated><title type='text'>SARAPALHA</title><subtitle type='html'>Literatura, literatura &amp;amp; literatura. Mas política também, às vezes. Mais história que política... E religião, mas que nos entendamos bem... E filosofia. E meu estado de espírito, quando der na telha. Enfim, um balaio de gatos. Mas com certo método na loucura...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sarapalha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-744040663175127315</id><published>2011-04-22T21:28:00.001-03:00</published><updated>2011-04-22T21:30:35.054-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Mudamos para&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://varalpetro11.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;http://varalpetro11.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-744040663175127315?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/744040663175127315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/744040663175127315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2011/04/mudamos-para-httpvaralpetro11.html' title=''/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-3889673377857632284</id><published>2011-03-30T12:57:00.000-03:00</published><updated>2011-03-30T12:59:47.984-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANÇAS DO INFERNO I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#003333;"&gt;Quando eu morava em XZ, o José, excelente pessoa, me dizia do T., seu irmão: “O T., Tristão, é um filho-da-puta.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-3889673377857632284?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/3889673377857632284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/3889673377857632284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2011/03/lembrancas-do-inferno-i.html' title='LEMBRANÇAS DO INFERNO I'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-8455688785319838564</id><published>2010-04-04T20:18:00.004-03:00</published><updated>2011-03-30T13:02:28.409-03:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Pelo lado materno, minha mãe descende de um dos troncos familiares fundadores, responsáveis pelo povoamento e pela estruturação cultural das Minas Gerais. Sua mãe, Maria José de Oliveira Pena, de Entre Rios de Minas, procede , em linha direta, de um daqueles três irmãos, que, vindos de Portugal no século XVIII, se estabeleceram primeiro no arraial de Brumado do Campo, a futura freguesia do Brumado de Suassuí, na Comarca do Rio das Mortes: Caetano Fernandes Pena, Capitão-Mor João Fernandes de Oliveira Pena e Capitão Antônio Fernandes do Vale. Seu ancestral é o primeiro deles, Caetano Fernandes Pena, meu quinto avô, que residiu na Fazenda da Mata do Arruda, &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em Entre Rios" st="on"&gt;em Entre Rios&lt;/st1:personname&gt;, e foi casado com Ana Maria de Jesus, minha quinta avó, não deixe eu de dizer para não lhe dar menor importância, da qual teve ele seis filhos: Isabel Maria, casada com João Ferreira de Assis; Capitão-Mor João Fernandes Pena; Ana Felizarda, casada com o Capitão José Ribeiro da Silva; Coronel Joaquim Fernandes Pena, casado com Ana Clara de Oliveira; o Sargento-Mor Manuel Caetano Fernandes Pena, que, parece, não se casou e o Capitão Francisco Caetano Fernandes Pena, meu tataravô. Essas informações eu as obtive consultando diretamente os "Traços Genealógicos", de Artur Campos e, indiretamente, através das "Raízes Mineiras e Cearenses", de Waldemar Alves Pequeno, que as reproduz. O que obtive neste último eram dados genéricos, que não atendiam à minha curiosidade sobre minhas origens familiares, porque o livro do Prof. Waldemar, excelente, está voltado para o levantamento de sua genealogia e, por isso, logo depois de os passar, envereda pela história do segundo dos irmãos citados, o Capitão-Mor João Fernandes de Oliveira Pena, que teve Carta de Cirurgião Licenciado, que lhe foi passada por D. João VI em 182l, e faleceu em 1833, &lt;st1:personname productid="em Entre Rios" st="on"&gt;em Entre Rios&lt;/st1:personname&gt;, onde passou a sua vida, deixando um único filho. Este, o também Capitão João Fernandes de Oliveira Pena, comendador, casou-se com Guilhermina Teodolina Augusta da Silva Canedo, sobrinha do Marquês do Paraná. Este segundo João Fernandes residia, como o pai, na antiga Brumado do Campo, tendo aí nascido seus quatro primeiros filhos. Depois, no entanto, mudou-se para Barbacena, onde viveu por muitos anos, vindo a morrer em 1862. Defendeu a legalidade na Sedição Militar de Ouro Preto, em 1833, foi deputado provincial em diversos biênios, chefe regional que era do Partido Liberal. Essa mudança do segundo João Fernandes para Barbacena vai criar um segundo núcleo da família Oliveira Pena que, por estar em centro cultural, econômica e politicamente mais desenvolvido, irá obter um destaque mais amplo na vida social. Meu interesse maior, contudo, estava voltado, é claro, para a minha história familiar mais direta, ou seja, o da descendência do primeiro dos três irmãos, Caetano Fernandes Pena. E fui feliz na busca da satisfação de minha curiosidade. (...). Um dos freqüentadores habituais era Antônio Gabriel Diniz, sócio do Instituto Histórico e Geográfico, autor de um opúsculo interessante, "A Inconfidência de Curvelo", extraída dos "Dados Históricos para a História de Curvelo", que publicara na revista "Acaiaca". O Diniz passava na livraria aos sábados, sempre depois da reunião semanal do Instituto. Foi ele quem colocou em minhas mãos, por empréstimo, o livro precioso de Arthur Campos (que, parece, foi o padrinho de minha tia Marieta), os "Traços Genealógicos". Aí, deitei e rolei no levantamento de toda a minha ancestralidade por esse lado, digamos, materno-materno.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(0,51,51); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(0,51,51); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-8455688785319838564?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/8455688785319838564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/8455688785319838564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2010/04/memoria.html' title='MEMÓRIA'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-1599718773683159796</id><published>2010-03-19T20:41:00.004-03:00</published><updated>2010-03-19T20:48:36.449-03:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="display: block; color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" id="formatbar_Buttons" &gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;Reproduzo aqui, por vir ao caso, as informações iniciais que nos passa  Arthur Campos no início de seu estudo sobre os Oliveira Pena:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;"Apesar de incessantes esforços e pesquisas, não consegui conhecer os antecedentes das famílias - Oliveira e Pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Por tradição de família, sei que no século dezoito de Portugal vieram três irmãos da família Pena ter à então comarca do Rio das Mortes, na Capital de Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Os dois apelidos - Oliveira e Pena - encontram-se entrelaçados desde os mais antigos tempos, o que faz crer montarem as alianças entre as duas famílias à época em que ainda habitavam a velha metrópole, época em cuja obscuridade nada foi-me possível lobrigar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Aqueles três irmãos eram:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;1-1 Caetano Fernandes Pena, casado com Ana Maria de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-2 Captm. Antônio Fernandes do Valle, casado e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-3 um outro, casado." (O modo como se refere ao terceiro irmão não seria uma decorrência da mudança de seu filho para Barbacena, como vimos mais acima?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;É hora de dar uma parada nestas informações, para discorrer um pouco sobre as razões do meu interesse nelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Acho prazeroso ter adquirido a habilidade de reconhecer num sobrenome mineiro, em alguns deles, a sua fonte originária no mapa do povoamento das minhas queridas Minas Gerais. Saber, por exemplo, que os Guerra, os Lage, os Martins da Costa, os Dias Duarte, os Magalhães, os Batista Coelho são todos gente do Leste, da região antes coberta de florestas, pelo menos em minha imaginação, nas terras da bacia do Rio Doce, antes habitadas, pelo menos na minha mitologia pessoal, pelos ferozes botocudos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;É claro que nem de longe nada do desejo de vir a topar, numa dada geração, com algum nobre, duque ou barão, capaz de trazer importância para quem muito bem sabe não ter nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Acho que foi o Doutor Nava quem me ensinou, numa das páginas de suas magistrais Memórias, que, se temos dois pais e quatro avós, temos de concluir que o número de nossos antecessores genealógicos cresce em proporção geométrica, o que, não fosse a interferência de certos fatores, levaria ao absurdo de haver mais gente no início do mundo do que agora. De forma que, então, a certa altura, temos mil avós, que pulam para dois mil, quatro mil, oito mil, dezesseis mil, à medida que vamos viajando no tempo em demanda do passado. Isto até me dá vontade, agora, de botar no papel um pouco desse cálculo: 1. 2; 2. 4; 3. 8; 4. 16; 5. 32; 6. 64; 7. 128; 8. 256; 9. 512; 10. 1.024; 11. 2.048; 12. 4.096; 13. 8.192; 14. 16.384; 15. 32.768;16. 65.536...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;É claro que no meio dessa multidão há de tudo: escroque, falsário, salteador, prostituta, malandro, santo, gente séria, talentos, semi-gênios, toupeiras, assassinos, o diabo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Mas acho também gostoso imaginar que, tivesse cedido à preguiça e não se dispusesse a ajeitar-se, com banho e troca de roupas, depois de um sábado de muito labutar na enxada e no arado, e não tivesse tocado para o adro da igrejinha onde havia festa e quermesse, o meu 13° avô não teria começado o namoro com a minha 13ª avó e eu não estaria aqui, ou não seria quem sou. Mas é claro que também podemos imaginar que, não fosse a ajuda de um galho providencial no percurso entre o cimo de enorme árvore e o chão, minha décima-milésima avó teria se esborrachado lá embaixo, e adeus Tristão, eu não estaria aqui pra vos contar essa história...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Acho um absurdo, um dos absurdos da vida, ter existido alguém de cuja existência depende a minha, o meu 5° avô por exemplo, em cuja casa eu vivia virtualmente, e, hoje, ignorar o seu nome, nada saber de sua história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;Enfim, coisas de quem não tem muito o que fazer, o que não é bem o meu caso, mas... Uma coisa é certa: é preciso encarar tudo isto "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cum grano salis&lt;/span&gt;", não levar nada disto muito a sério. Ou levar e não levar. Ser e não ser, simultaneamente...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-1599718773683159796?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/1599718773683159796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/1599718773683159796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2010/03/memoria_19.html' title='MEMÓRIA'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-6591812431581733616</id><published>2010-03-12T00:32:00.002-03:00</published><updated>2010-03-25T19:27:28.171-03:00</updated><title type='text'>UM PAÍS ESTÚPIDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 51, 51); font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Bandnews, Globonews, quiz pra cá e quiz pra lá, 80% de aprovação para o Lula, o cara que subiu na vida se fazendo parecer de esquerda mas que depois declara que nunca foi de esquerda,  e para o PT, essa UDN de tamancos, esse é um país estúpido, um país analfabeto, um país burro, perfeita reprodução de suas origens lusitanas... Eu fico bestificado com tanta burrice!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-6591812431581733616?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/6591812431581733616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/6591812431581733616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2010/03/um-pais-estupido.html' title='UM PAÍS ESTÚPIDO'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-1664081602637138856</id><published>2010-03-09T20:08:00.003-03:00</published><updated>2010-03-09T20:35:48.217-03:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CEDERSI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Lucida Sans Unicode"; 	panose-1:2 11 6 2 3 5 4 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-2147476737 14699 0 0 63 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E há coisas gozadas, certas experiências... Será que o sangue reconhece o sangue? Seria o nosso cérebro capaz de reconhecer ínfimos sinais, traços invisíveis a olho nu, capazes de denunciar num outro vivente o nosso parentesco, o fato de, um dia, termos vivido virtualmente sob o mesmo teto?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Certa vez, eram já umas nove horas da noite, eu estava sozinho, atrás do balcão da Livraria Diadorim, a primeira que, com sócios, mantive, e que ficava no quarteirão do Colégio Arnaldo, na esquina de Timbiras com Ceará, quando entrou pela loja uma moça de grande beleza, bem acima das pobres possibilidades do meu bico. E ela se pôs a conversar comigo, com abertura total, como se uma empatia integral se tivesse estabelecido entre nós à primeira vista. Não, não era em termos de amor. Era só fraternidade. Mas completa, inteira, de tal forma que ela toda se expôs para mim, contando os seus desastres amorosos, razão da solitude em que se encontrava. E saindo juntos, fechada a livraria, fomos para um bar da Savassi, onde ficamos até às tantas. No conversa vai, conversa vem, fiquei sabendo: ela era uma Ribeiro de Oliveira, com raízes fincadas lá na cidade de Nossa Senhora das Brotas, a bucólica Brumado do Campo, numa certa época João Ribeiro, nosso primo, e agora Entre Rios de Minas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ou, então, o caso de outra - minha prima em quinto grau, sem que soubéssemos disto - que se ferveu de amor logo aos primeiros encontros de conhecimento e com quem, avalio bem seguro, teria me casado, fossem outras as circunstâncias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, no final das contas, da leitura do livro de Arthur Campos, os "Traços Genealógicos", resulta a seguinte ascendência de minha mãe, pelo seu nome de solteira Joana Rodrigues:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1. filha de João Rodrigues Rosa Júnior e MARIA JOSÉ DE OLIVEIRA PENA;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2. Maria José era filha de HERMELINDA DE OLIVEIRA PENA, batizada a 7 de agosto de 1847, casada com LUZITANO JOSÉ COELHO;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3. Hermelinda era filha de MARIA CAROLINA DE OLIVEIRA PENA, casada a 27 de novembro de 1833 com o capitão JOSÉ BERNARDES DE MOURA;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4. Maria Carolina era a sétima filha do capitão FRANCISCO FERNANDES PENA, casado com JOANA CÂNDIDA DE JESUS;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;5. O capitão Francisco Fernandes Pena era o sexto filho de CAETANO FERNANDES PENNA, casado com ANA MARIA DE JESUS (cf. livro de registro de testamentos da matriz de Entre Rios, fls. 68v., testamento de D. Ana Felizarda de Oliveira, sua terceira filha, casada com João Ribeiro da Silva). Caetano residia na Fazenda da Mata do Arruda, onde nasceram todos os seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;6. Joana Cândida de Jesus, mulher de Francisco Fernandes Penna, o casal de que nasceu Maria Carolina, minha trisavó, era a nona filha do capitão JOÃO RIBEIRO, que residiu muitos anos em Congonhas do Campo e faleceu em 1818 na sua fazenda de Santa Cruz, casado com MARIA DA CONCEIÇÃO DE JESUS, natural de Vila Rica, onde faleceu depois de viúva, deixando testamento. O capitão era filho de FRANCISCO ALVES PORTELA, de São Miguel de Vilalinho, bispado do Porto, e de MARIA VIEIRA, de São Paio de Moreira dos Cônegos, termo de Guimarães, arcebispado de Braga. Um seu irmão, Jerônimo Alves Portela, residia &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, onde deixou descendentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7. Maria da Conceição de Jesus era filha de ANA MARIA DA CONCEIÇÃO, casada com MANUEL MACHADO, natural da vila de Lixa, arcebispado de Braga, Portugal. Ana Maria, em 1782, era viúva e ora estava em Sant'Ana do Sobreiro, ora em Congonhas, ora &lt;st1:personname productid="em Vila Rica.￼" st="on"&gt;em Vila  Rica.&lt;br /&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 51, 51); text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;8. Ana Maria da Conceição era filha de MANUEL RIBEIRO FILGUEIRA E ANA MARIA DE CAMPOS.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 51);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Taí, se fiz um bom resumo do Arthur Campos, se não cometi nenhum erro, chego aos meus oitavos avós, na Vila Rica dos tempos de Tiradentes. Os meus netos, duas gerações à frente, chegam aos décimos avós e são a 12ª geração de Manuel Ribeiro Filgueira e dona Ana Maria de Campos. O "pedigree" está levantado, só falta a grana para consagrar a "nobreza"...&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-1664081602637138856?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/1664081602637138856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/1664081602637138856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2010/03/memoria.html' title='MEMÓRIA'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-3442029097856630689</id><published>2010-02-26T12:53:00.002-03:00</published><updated>2010-02-26T13:30:51.967-03:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 51, 51); font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que a minha memória, ao contrário do que acontece com muita gente, recua até tempos bastante remotos na minha infância. A minha mãe, por exemplo, não consegue ir além de uma única cena: ela se vê, aos cinco anos de idade, acompanhando o enterro de minha avó Maria José de Oliveira Pena. Para trás, nada. Já interroguei muitas pessoas e a resposta é quase sempre a mesma, suas primeiras lembranças só começam aos 5, 6, 7 anos de idade. É possível que isto esteja ligado a acontecimentos marcantes ocorridos, ou não, nos primeiros anos de vida, a mudanças, ou não, de casa, ou de ambiente. É possível que quando tudo se manteve estável, quando nada vincou os anos que passavam, nenhuma lembrança se fixe na memória. E as recordações só comecem quando tiveram início os choques, as frustrações, ou as alegrias inesperadas, as descobertas. O certo é que me lembro de coisas num tempo relativamente bem recuado. Nada de excepcional, é verdade. Quem sabe não ocorrem casos de mergulho ainda mais profundo na noite dos primeiros tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a minha lembrança mais antiga é a dos ladrilhos, pretos e brancos, dispostos lado a lado, no chão da casa para onde minha mãe mudou da casa de minha avó paterna, onde estava hospedada, depois que nasci. Aí ela deve ter morado durante o primeiro e o segundo anos de minha vida, isto é, 1937 e 1938. Deve ter sido em 1939 a mudança para a casa onde a minha memória começa a despertar de modo realmente significativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que melhor se entenda tudo isso, preciso recordar que, quando nasci, meu pai ficou no Rio de Janeiro, de onde só deve ter vindo no final de 1937 ou começo de 1938. O plano, certamente, era de voltar para o então Distrito Federal, comigo e com minha mãe. Aconteceu no entanto ele receber a oferta de um emprego numa das indústrias metalúrgicas de Rio Acima, a maior delas, a Samsa, Sociedade Anônima Metalúrgica Santo Antônio, a empresa dos Giannetti, dirigida pelo Dr. Américo René, mais tarde prefeito de Belo Horizonte, e por seu irmão Orestes Giannetti. Nesta época, parece que a Samsa tinha uma política de constituir um primeiro escalão de funcionários de boa qualidade, tanto na área técnica quanto na administrativa. Segundo minha mãe, foi o senhor Carmindo, o superintendente das oficinas, que fez a oferta a meu pai, logo aceita, pois era uma boa solução para o seu problema de trabalho. Ficava em Rio Acima, junto dos pais e de muitos amigos, além da tranqüilidade do local, adequada para os cuidados com o filho de 1 ano de idade. A minha mãe, costureira, poderia trabalhar em casa mesmo, cuidar pessoalmente de mim, diferentemente do Rio, onde teria de trabalhar fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, então, que, quando fiz dois anos, nós nos mudamos para a casa em que têm início as minhas lembranças mais antigas, o que significa certamente o despertar da minha própria consciência do mundo, capaz de diferenciar isto daquilo e, por isto mesmo, capaz de ir estabelecendo uma rede cada vez maior de categorias classificatórias, cada uma delas com os seus arquivos. A mudança de casa deve ter influído decisivamente para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa fazia parte de um projeto da Samsa de oferecer moradia aos seus funcionários mais categorizados. Um pouco abaixo da nossa já havia uma rua, disposta horizontalmente na elevação do terreno, onde moravam vários deles, dentre os quais me lembro de Waldemar Russo, Waldemar Romaskeivski, que viera ter em Rio Acima, pelo que sei, como conseqüência dos acontecimentos de 19l7 em sua terra. Ele era casado com a dona Ruth, irmã do Benzinho, cunhado de meu pai, e tinha muitos filhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-3442029097856630689?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/3442029097856630689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/3442029097856630689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2010/02/memoria_26.html' title='MEMÓRIA'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8332443.post-2487588099212102598</id><published>2008-05-05T13:15:00.002-03:00</published><updated>2008-05-05T13:18:01.263-03:00</updated><title type='text'>ATOS INSTITUCIONAIS  ¬  EDIÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A P R E S E N T A Ç Ã O&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Com a publicação &lt;i&gt;Atos Institucionais: Sanções Políticas, &lt;/i&gt;a Câmara dos Deputados leva ao conhecimento público um trabalho de pesquisa, organização e edição que reúne os nomes de mais de 4.800 pessoas atingidas pelo golpe de 1964 e pelos governos do período militar, com a cassação do mandato, suspensão dos direitos políticos, aposentadoria, reforma e banimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Trata-se de uma lista dolorosa, cuidadosa e pacientemente organizada pelo então Secretário-Geral da Câmara dos Deputados, Paulo Afonso Martins de Oliveira, que recortava os atos punitivos, um por um, à medida que eram publicados no &lt;i&gt;Diário Oficial da União&lt;/i&gt;. Foram centenas, se não milhares, de decretos e medidas editados pelos chefes militares no período de 1964 a 1978, quando o regime implantado e mantido pela força era senhor da vida e do destino dos cidadãos. Cada ato era metodicamente recortado e copiado. Uma cópia ficava com Paulo Afonso e a outra era encaminhada à Biblioteca da Câmara, para ser arquivada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ao final de alguns anos, dessa rotina resultou uma relação imensa de nomes. Mais do que nomes, personagens. Alguns, políticos nacionalmente conhecidos, professores, intelectuais, gente do melhor gabarito, representantes de partidos e expressivos grupos sociais. Outros, cidadãos humildes, desconhecidos. Muitos, integrantes da própria Câmara dos Deputados, excluídos da vida pública e do convívio diário dos funcionários. Temos em mãos, portanto, um verdadeiro glossário da inquisição político-ideológica patrocinada pelo regime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Todas as pessoas, ao entrarem na lista negra do regime, eram identificadas pela sua atividade profissional ou pela função pública exercida. A primeira leva de punições foi publicada no &lt;i&gt;Diário Oficial &lt;/i&gt;de 10 de abril de 1964, anexada ao Ato Institucional que depois seria conhecido como AI-1. Cassou, demitiu e suspendeu os direitos políticos de Abelardo Jurema, ex-ministro da Justiça, do professor Darcy Ribeiro, fundador da Universidade de Brasília, entre outros. Era a primeira ação do novo regime contra os mais importantes auxiliares e colaboradores do Presidente João Goulart, deposto alguns dias antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Começou, naquele 10 de abril de triste memória, um processo de “depuração”, se assim o podemos chamar, que depois se estenderia a outros líderes, governadores, deputados, senadores, funcionários públicos, professores, e que acabaria atingindo, inclusive, os partidários do golpe, num processo autofágico, próprio dos regimes ilegítimos e sem representatividade popular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Razões de segurança nacional justificavam, então, as punições. Hoje,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;analisando esse passado recente, constatamos que as cassações políticas promovidas pelo regime militar não trouxeram benefícios ao País. O que houve foi a “eliminação” de lideranças políticas tradicionais e ação preventiva e nefasta contra os líderes emergentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O Brasil perdeu. Calou-se o Congresso. A Justiça foi acuada e reduzida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Os partidos foram dizimados, as universidades desfalcadas de importantes quadros. Ninguém, nem mesmo os governantes de então, ganhou com o banimento da vida pública de lideranças que despontavam na vida nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Folheando a publicação, nos vêm recordações, lembranças. Na página&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;214, o nome do então senador Juscelino Kubitschek de Oliveira, cassado e com os direitos políticos suspensos. Na página 115, por exemplo, a aposentadoria do professor Fernando Henrique Cardoso da Universidade de São Paulo e o banimento do jornalista Fernando Nagle Gabeira. O primeiro, atual Presidente da República, e o segundo, hoje deputado, souberam superar as punições, amargaram exílio e retornaram para continuar sua importante contribuição ao futuro do Brasil. Muitos, porém, não conseguiram dar a volta por cima. Ou, como JK, não viveram tempo suficiente para retomar a atividade política. Por trás de cada nome, nessas páginas, há uma história de violência, mortes, revolta, famílias desfeitas, vocações interrompidas, talentos desperdiçados. Anos de atraso, décadas perdidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Atos Institucionais: sanções políticas &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;é um documento de pesquisa, ponto de partida para estudos e incursões nos anais da Câmara, onde estão gravados atos de bravura e iniciativas pessoais de muitos deputados que tiveram a coragem de denunciar, de combater o estado de coisas que se implantara no País. Sem poderes para mudar, para influir nos rumos, para decidir, o Congresso Nacional se resumia à tribuna. Era a voz do povo, contra as injustiças, as perseguições, os excessos de grupos militares que tudo podiam, que desconheciam limites éticos, morais, humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Muitos foram atingidos apenas por discursos que fizeram, pela veemência na tribuna. Doutel de Andrade, por exemplo, teve seu mandato de deputado cassado por ter lido na Câmara uma carta que recebera do ex-Presidente João Goulart, seu compadre, em que ele fazia um balanço do seu curto período de governo, ao completar um ano de sua deposição. A imprensa, sob censura na época, não chegou a publicar a carta. Lida da tribuna, ela justificou a cassação. Está lá, nos arquivos da Câmara, para consulta dos que estudam esse período.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A publicação é, assim, uma exaltação à tribuna parlamentar. O quadrilátero da tribuna, o mais democrático espaço da vida nacional, onde a palavra é livre, onde o que vale, o que importa é a representação. Francisco Julião, líder das ligas camponesas, foi cassado por um pronunciamento sobre a situação do campo nos primeiros anos do regime militar. Discurso que não saiu na imprensa, registrado apenas na Voz do Brasil, o noticiário de rádio, parte do Congresso Nacional, onde nem a censura nem a autocensura jamais prosperaram. Mesmo nos momentos de maior fechamento do regime de arbítrio, os Presidentes da Câmara nunca censuraram e nem permitiram censura à Voz do Brasil. Eram escoimados dos discursos, pela Mesa Diretora, os excessos verbais, os palavrões, mas nunca as críticas, elogios ou denúncias dirigidas aos governos e aos poderosos do dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;A relação de nomes é uma prova material dos excessos políticos do regime de 1964. Ela não trata daqueles que foram presos, torturados, dos que foram mortos ou desapareceram sem deixar vestígios. Destes crimes, outros textos e outras publicações já cuidaram. A edição faz chegar ao grande público as provas legais, a confissão pública e institucional da violência. Um testemunho da intolerância, que fica como referencial para a presente e futuras gerações de brasileiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Michel Temer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Presidente da Câmara dos Deputados&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 13pt; color: rgb(0, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8332443-2487588099212102598?l=sarapalha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/2487588099212102598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8332443/posts/default/2487588099212102598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarapalha.blogspot.com/2008/05/atos-institucionais-edio-da-cmara-dos.html' title='ATOS INSTITUCIONAIS  ¬  EDIÇÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS'/><author><name>Tristão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04705565695967409698</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
